10.5.08
faxina!
PS: João Carlos, deixe um comentário ou seu e-mail, por favor!
PS2: Dei um pulo em São Paulo no feriadão e tomei um Ramune!
25.3.08
aos fashionistas deste blog
Alexandre Herchcovitch diz que o brasileiro ousa muito pouco quando se trata de moda. Concordo plenamente, por isso adoro o libertário japanese way de se vestir. Pesquisando sobre a figurinista Milena Canonero (+ em breve), descobri o Tokyo Street Style, um site com fotos de transeuntes estilosos de cinco áreas da capital nipônica. Passeando pelo mundinho fashion daqui, vejo sempre a mesma tentativa em ser hype: big óculos escuros, carinha blasé e um look desconexo. No TSS dá para se inspirar e fugir de caricaturas.
Antes que brasileiros xiitas e sunitas atirem pedras em mim. Quando falo que brasileiros são conservadores, me incluo também. Não saio da zona segura e nem tenho paciência para editorial de moda (meu cabelo é testemunha). Se abrirem meu armário, verão que não passo do clichê jeans e camiseta.
21.3.08
kasatô marú e festa de que não começou
O jornal francês Liberation.fr publicou um artigo sobre as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Os franceses se surpreenderam com o fato de um país celebrar uma imigração e indagaram por que nunca houve esse tipo de comemoração na França. Quem conta melhor é a Maria Lina, do blog Conexão Paris: “Uns indagam porque na França nunca houve comemorações deste tipo. Outros respondem que isto seria impossível visto a tensão existente entre franceses e imigrantes e entre grupos de imigrantes de origens diferentes. Uma comemoração qualquer poderia levantar uma série de manifestações contrárias à entrada e à presença de imigrantes na França, discussões políticas sem fim do tipo porque comemorar este grupo de imigrantes e não um outro”.
É importante dizer que a imigração japonesa só é celebrada porque foi de grande importância para o Brasil. Assim como os italianos e alemães, os japoneses contribuíram para o rápido desenvolvimento de diversos segmentos no século passado, principalmente no setor agrário. Por aqui, as celebrações têm sido tímidas e isoladas, organizadas apenas por grupos de descendentes. Segundo me contaram, no Japão não há qualquer lembrança sobre o Centenário, apenas uma nota da imperatriz Michiko dizendo que estará refletindo sobre a dura vida que japoneses tiveram no Brasil. That’s all, mas eu acho muito pouco. Nem vou de dizer como o Rio está comemorando, a pobreza é tanta que dá até vergonha.
14.2.08
doce mais doce que doce de batata-doce
Feliz Dia de São Valentim! O mundo inteiro comemora hoje o dia dos namorados, ou o dia da consciência solteira. Aqui no Brasil, seguimos a tradição portuguesa e comemoramos em junho, na véspera do dia de Santo Antônio. Porém, caro leitor, não custa nada comemorar hoje também. Apesar de ser dia dos namorados, as pessoas dão presentes e cartões para amigos, pais, irmãos... Não precisa estar namorandinho. Happy Valentine’s Day!
Já que o post está açucarado, quase diabético, adiciono o vídeo do Snow Patrol. Porque não há nada mais fofo que uma criança fantasiada de homem-aranha.
11.2.08
feliz bicho novo!

Durante toda minha vida acreditei ter nascido no ano do rato. Porém, a astrologia chinesa disse que sou Javali/Porco, porque nasci antes do Ano Novo Chinês. Se os japoneses e chineses dividem a mesma astrologia, e os japas dizem que sou rato, eu sou rato, não que isso mude muita coisa. Pois bem, segundo minha irmã leu num livro, os nascidos nos anos do rato são controladores e teimosos. Junte isso ao meu capricornianismo e terá uma pessoa insuportável (não que eu seja). Será melhor eu virar porco? Todo esse parágrafo foi uma amostra da falta de assunto que impera em minha mente.
No dia 8 de março, blogueiros do mundo todo farão posts especiais pela Campanha de Valorização da Mulher. Como este humilde blog tem seu lado pink, também estará nessa.
8.2.08
fugiro entrevista
O Fugiro “rouba” um pouco a idéia do Expatriados e lança uma nova sessão, O Fugiro Entrevista. Nessa primeira edição, eu entrevisto Mari Ueoka, que vive há quase 11 anos no Japão. Filha de japoneses, nasceu e cresceu no Brasil. Casada e com três filhos – Yúmin, Lukas e Leonardo – ela divide-se entre o trabalho e os cuidados com a família. Senhoras e senhores, eu apresento Mari.

Há quanto tempo está no Japão?
Já se passaram 10 anos e 6 meses. Cheguei em Hiroshima em agosto de 1997.
Mari, você fez o caminho inverso e foi para o Japão com sua família. Como foram os primeiros meses? Pior ou melhor que você esperava? E a adaptação?
Como meus pais já moravam aqui, viemos mais seguros, pois se houvesse alguma dificuldade, os meus pais nos ajudariam. E a adaptação foi tranqüila, mesmo no primeiro inverno, que é muito frio, adorei!!Pois eu vim grávida e no início de dezembro, no dia que o Leo nasceu, nevou! Foi a primeira vez que vi e senti a neve!!!
Muitos filhos de dekasseguis saem da escola. Seja por não conseguirem acompanhar o ritmo, as diferenças dos idiomas ou por bullying (implicância) que sofrem de colegas de classe. A Yúmin teve problemas em se adaptar?
Ela não teve nenhum problema tanto na creche e na escola primária. Acho que por morarmos numa cidade pequena os estrangeiros são ainda novidades para os pequenos japoneses até mesmo para alguns pais.A Yúmin agora está se formando no curso ginasial. Nesse período de adolescência é um pouco delicado. Mas problema por bullying por ser estrangeira, não teve.
Falando em bullying, você sente preconceito com os dekasseguis?
Como aqui na minha cidade não tem muitos dekasseguis, não vejo preconceito. Os estrangeiros são tratados como cidadãos igual aos japonêses. Pagamos impostos, procuramos seguir as normas da cidade, participamos dos eventos e festivais.
Como é seu dia-a-dia?
Acho que agora vai ficar mais agitada, pois o Leo ainda estará na escola primária, o Lukas irá para o ginásio que a escola fica numa outra cidade e a Yúmin começará o colegial, que é na capital de Hiroshima. E como preocupo com as crianças em relação à escola, procuro participar nas reuniões, atividades, eventos, apresentações deles nas escolas. Pensando em família, nos fins de semana, procuramos passear. Agora no inverno, não temos muitas opções, por causa do frio e da neve. Nós vamos nos shoppings, pois tem tudo em um lugar. Passeio extra é ir na pista de esqui, pois só tem no inverno.
Quando esquenta passeamos para lugares abertos, até um churrasquinho com os amigos no parque fazemos.
Depois de tantos anos, seu olhar sobre o Brasil mudou?
Tive no Brasil há 4 anos. O Brasil mudou externamente, mas internamente, eu não posso te dizer, pois não moro aí. Assistindo notícias pela tv, ou lendo artigos pela internet, não é suficiente para saber.
Tem planos de voltar?
1.2.08
acessórios
Aos poucos vou incrementando os serviços deste blog. Hoje adicionei a lista de blogs que leio diariamente, verdade verdadeira. Começando pela Karina Libanesa, que tem o dom de apresentar as coisas mais toscas do mundo. Foi pelo blog dela que conheci outros quatro: “Ah, tá bom então”, “Shoe-me”, “Dri Spaca” e o “Indi(a)gestão”.
O “Ah, tá bom então” é do Alexandre Bessa, que escreve de tudo um pouco, sempre de uma forma simples e elegante. Gosto quando ele fala de cinema e arte. Foi na página dele que vi o curta Opus 66 e tive pesadelos. Ele acabou de comentar sobre “Os Corvos”, um dos segmentos de Sonhos, do Akira Kurosawa.
Adriana Spaca é odiada por muitos, não sei bem por quê. Ela e suas celebridades B fazem meu dia mais alegre, especialmente quando tem um anônimo fazendo seu book fotográfico. Já o “Idas e Vindas” é mais sério, são os relatos de viagem de Carla Portilho. Não sei bem como cheguei lá, estava pesquisando sobre o Peru e acabei ficando.
O “Indi(a)gestão” é cômico e trágico. O cotidiano de Sandra Bose em Nova Deli mostra que a Índia não é tão espiritualizada como é vendida no exterior. Adoro as curiosidades da Increadible Índia, mas perdi o ânimo de ir lá, talvez dar um pulo... O Papel Pop é como o nome diz, pop. Dá pra viver sem, mas é sempre legal dar uma olhadinha.
Hoje recebi a visita de uma leitora que entrou aqui perdida e acabou gostando do que viu. Fui retribuir a visita e encontrei um blog bem simpático. Não sei muito sobre sua autora, só sei que gosta de aipo, japonices e do Orlando Bloom. Ah, ela também é leitora do Shoe-me. Falando nisso... Como já disse, conheci o blog da Sarah pela Libanesa, justamente no hilário post sobre o recém-inaugurado site de Ellen Jabour. Ela “chocha” o figurino das celebridades, na verdade, ela “chocha” quem merece ser “chochado”.
Bom, este são alguns dos blogs que leio diariamente. A lista ainda vai crescer. Dúvidas, críticas e sugestões, mande para dekombi@gmail.com ou deixe nos comentários!




