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3.2.08

carnaval e apêndice

Domingo de carnaval: Hora de pôr as perninhas para fora e mostrar a malemolência aprendida durante o ano! É o fusquinha que passa toda hora tocando Trem das Onze, os blocos de uma música só e Nelson Rubens dizendo “OK, OK, OK” em roupa de gala. E lá vou eu queimar (de novo) o filme do Fugiro... É neste ponto que você deve pensar se continua lendo ou pula para o apêndice. A escolha é sua! o fusquinha que passa toda hora tocando marchinhas s perninhas

Tenho carência em festas populares. Nunca fui fantasiado para bailinhos de carnaval, nem nunca pulei quadrilha em festa junina. Talvez seja por isso que tenho prazer em apresentar a Micareta do Fugiro! Já vestiu seu abadá?

Ainda no século passado, fomos bombardeados por uma febre que deixou um monte de menininha grávida (porque só os adultos vêem a malícia). O axé music nos apresentou É o Tchan, que por sua vez nos apresentou Carla Perez, Sheilas, Beto Jamaica, Jacaré e Cumpadre Whashington – até hoje não se conhece a função deste no grupo. Enfim, eles homenagearam a cultura japonesa com um hit chamado Arigatchan, que apresento no vídeo abaixo.




E o que eu não esperava: Um japa expert na dança! Arrasa bee!




Bom, já botei o pé na jaca e a ressaca vai ser braba! Juízo na folia! Assim que conseguir uma foto da Bismarch eu posto aqui.

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APÊNDICE




Ano passado, o Masp recebeu a exposição sobre Darwin, a mesma do Museu de História Natural de Nova York. De tanto adiar, acabei não indo, motivo de arrependimento profundo. Como Deus é bom, a exposição voltou ao Brasil, agora em terras cariocas. Não dá para perder, não é sempre que uma exposição do MHNNY passa por aqui. Site.

Onde: Museu Histórico Nacional / Quando: 23/01 – 13/04 / Quanto: R$ 15,00

Jedis, quebrem o porquinho! Star Wars – The Exhibition chega ao prédio da Bienal no dia 1° de março e vai só até junho. Ainda não vi nenhum anúncio, apenas vi na agenda da Fundação Bienal. Serão 200 peças que fizeram parte dos seis filmes. O que eu quero ver? Tudo, principalmente os figurinos da Rainha Amidala e Darth Vader. Chewie, me aguarde!

Falando em figurino, deixo pro final uma dica bem bacana. O Metropolitan Museum traz o “blog.mode: adressing fashion”. Quem estiver em NY, poderá ver as roupas de diferentes datas até abril. Mas quem não vai estar por lá, pode ver tudo pelo blog da exposição. É interessante até para quem não liga para moda.

1.2.08

acessórios

Aos poucos vou incrementando os serviços deste blog. Hoje adicionei a lista de blogs que leio diariamente, verdade verdadeira. Começando pela Karina Libanesa, que tem o dom de apresentar as coisas mais toscas do mundo. Foi pelo blog dela que conheci outros quatro: “Ah, tá bom então”, “Shoe-me”, “Dri Spaca” e o “Indi(a)gestão”.

O “Ah, tá bom então” é do Alexandre Bessa, que escreve de tudo um pouco, sempre de uma forma simples e elegante. Gosto quando ele fala de cinema e arte. Foi na página dele que vi o curta Opus 66 e tive pesadelos. Ele acabou de comentar sobre “Os Corvos”, um dos segmentos de Sonhos, do Akira Kurosawa.

Adriana Spaca é odiada por muitos, não sei bem por quê. Ela e suas celebridades B fazem meu dia mais alegre, especialmente quando tem um anônimo fazendo seu book fotográfico. Já o “Idas e Vindas” é mais sério, são os relatos de viagem de Carla Portilho. Não sei bem como cheguei lá, estava pesquisando sobre o Peru e acabei ficando.

O “Indi(a)gestão” é cômico e trágico. O cotidiano de Sandra Bose em Nova Deli mostra que a Índia não é tão espiritualizada como é vendida no exterior. Adoro as curiosidades da Increadible Índia, mas perdi o ânimo de ir lá, talvez dar um pulo... O Papel Pop é como o nome diz, pop. Dá pra viver sem, mas é sempre legal dar uma olhadinha.

Hoje recebi a visita de uma leitora que entrou aqui perdida e acabou gostando do que viu. Fui retribuir a visita e encontrei um blog bem simpático. Não sei muito sobre sua autora, só sei que gosta de aipo, japonices e do Orlando Bloom. Ah, ela também é leitora do Shoe-me. Falando nisso... Como já disse, conheci o blog da Sarah pela Libanesa, justamente no hilário post sobre o recém-inaugurado site de Ellen Jabour. Ela “chocha” o figurino das celebridades, na verdade, ela “chocha” quem merece ser “chochado”.

Bom, este são alguns dos blogs que leio diariamente. A lista ainda vai crescer. Dúvidas, críticas e sugestões, mande para dekombi@gmail.com ou deixe nos comentários!

31.1.08

o japonês tranqüilo e cinema à flor da pele




O blog andou meio bagaceiro depois do post sobre Ângela Bismarchi. Para compensar, trago um pouco de beleza. Na primeira metade da década de 1990, Kiyonori Toda veio com sua família trabalhar no Rio. Assustado e curioso, ele perambulou pelas ruas cariocas para ver se a cidade era realmente tão violenta e miserável como lhe disseram antes de vir. Numa dessas andanças, ele entrou num sebo e encontrou um livro de um ilustrador alemão. Nas páginas, paisagens e o cotidiano brasileiro em desenhos feito com caneta hidrográfica. Animado, resolveu fazer o mesmo. O que ele não esperava, era que esses desenhos o aproximariam dos curiosos brasileiros. “Certa vez, eu desenhei o rosto de uma pessoa que se aproximou de mim. Aí, me vi numa situação embaraçosa, pois muitas outras pessoas também vieram, uma atrás da outra, me pedindo para também desenhá-las”, diz ele na apresentação do livro que reúne suas ilustrações. O livro chama-se Rio – Cidade Maravilhosa e teve poucos exemplares impressos, dados apenas a amigos antes de voltar ao Japão, em 1994.


Para mim, é impossível ver um filme sem reparar na trilha sonora. A última que gostei e já está no meu mp3 player, é a de Dario Mariatelli para Desejo e Reparação, uma dobradinha com o diretor de Orgulho e Preconceito. Mas a que está há um bom tempo tocando no meu ouvido, são as trilhas de Amor à Flor da Pele e 2046, ambas de Shigeru Umebayashi. Ah, os dois filmes são de Kar Wai Wong. Trilha boa não precisa ser, necessariamente, linda. É preciso que a música case com as cenas do filme, e as de Umebayashi casam perfeitamente com as exageradamente belas seqüências de Kar Wai Wong. Assim como Denny Elfman, Shigeru Umebayashi também veio de uma extinta banda de rock, a EX. Com o fim do grupo em 1984, ele começou a compor para filmes e programas de televisão, já são mais de 40 trilhas. Umebayashi renovou a parceria com o sr. Wong em My Blueberry Nights e está no próximo projeto do cineasta, The Lady from Shanghai.

No vídeo, uma seqüência de Amor à Flor da Pele (já nas locadoras). A música é Yumeji’s Theme.



14.1.08

márcia who?

No final dos anos 80, quando karaokê era apenas uma palavra estranha, Márcia Nishie lançou-se como uma cantora de hits japoneses, na verdade só um hit, o meloso “Furimukeba Yokohama”. Lembra? Apresentou-se até no Fautão! Infelizmente o Youtube não tem esse vídeo, mas dá pra refrescar a memória aqui! De olho numa carreira internacional, Márcia juntou suas trouxas e se mandou pra terrinha, deixando sua Mogi das Cruzes para trás. A jornada épica começou com uma gafe no restaurante. Apesar de cantar em japonês, falava muito mal. Louca pra comer carne, soltou a seguinte exclamação: “Ushi tabetai!” (trad. “quero comer boi!”). Risadas a parte, Márcia perseverou tal qual Scarlett O’Hara. Virou atriz e cantora, casou-se com um ator famoso, flagrou-o com a amante e se separou. Vítimas de muito boatos e flashes, figura constante nas tvs de lá, Márcia tornou-se a filha ingrata de Mogi. Em 2004, declarou: “Aprendi a não ser brasileira e estudei para ser igual a uma japonesa”. Pedradas e tomatadas! Para quem vive aqui, é difícil entender a vida dos dekasseguis (afinal Márcia não deixa de ser uma) e é muito fácil criticá-la. Os japoneses não são tão friendly e a adaptação requer muitos sacrifícios, vide a evasão escolar das crianças brasileiras lá. Todo mundo sabe que para ser aceito num grupinho é preciso ser um deles, afinal, não dá pra ser roqueiro e Cumpadre Washigton ao mesmo tempo. Não sei o objetivo deste post, só queria falar da Márcia e seu eterno hit que me persegue. Aqui tem uma lista de nipo-brasileiros famosos (?). Tá, alguns são bem conhecidos.