
Se eu tivesse que entrevistar alguém para dividir o mesmo teto, perguntaria como foi sua infância. Filmes, livros, histórias, músicas, viagens... Como já contei aqui, os filmes de Miyazaki, as histórias de Andersen, irmãos Grimm e Esopo foram muito presentes na minha infância, e estendo essa importância até hoje. Tão familiar quanto os personagens populares dos contos infantis está Doremon. Todo mundo que via esse desenho queria ter um Doremon, não só por seu bolso mágico, mas pelo conforto de ter alguém sempre por perto, acho que o maior medo de uma criança é ser abandonada.
A figura do gato-robô que veio do futuro é tão forte que tornou-se ícone japonês em 2002, numa eleição promovida pela revista Time Asia. Cheguei a pesquisar mais sobre o desenho, mas isso qualquer um que tem Google consegue fazer, o que me surpreendeu foi saber que havia vários boatos sobre o final da série. Esse súbito interesse por Doremon surgiu quando vi o último episódio e ele não condizia com o que havia ouvido até então sobre o desfecho da série.
Segundo me contaram, a bateria de Doraemon acabava e se ela fosse trocada, toda a memória dele seria apagada. Diante dessa circunstância, Nobita, o garoto preguiçoso, se empenharia nos estudos até encontrar uma forma de a bateria ser trocada e a memória não ser afetada. Esse foi um dos finais cogitados, ainda há a história de que Nobita seria um autista e tudo teria sido fruto de sua imaginação, ou uma solução genérica, Nobita estaria em coma e a série se passasse dentro de sua cabeça. Obviamente houve protesto contra esses dois últimos finais.
Vi o tal último episódio no youtube-salve-todos e chorei tanto que fiquei com dor de cabeça. Está em japonês e com legenda em inglês. Os links estão logo abaixo.
Parte 1 Parte 2 Parte 3