Mostrando postagens com marcador notícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícia. Mostrar todas as postagens

21.6.08

Sob o sol dos trópicos, um homem veio em seu cavalo branco. Seus cabelos balançavam e sua postura ereta mostrava que era um príncipe de verdade. Apesar do calor, nenhuma gota de suor. Tudo bem, não foi bem assim, mas o príncipe é de verdade. Em solo brasileiro desde a última terça-feira, o príncipe herdeiro do trono japonês, Naruhito, tem esbanjado simpatia e quebrado o sisudo protocolo japonês. Até um agradecimento em português ele já fez! Ontem, no concerto da OSESP na Sala São Paulo, aplaudiu de pé por quase três minutos. Na próxima segunda-feira vou conferir se esse príncipe é realmente encantado/encantador. Depois passo aqui para contar tudo.

18.5.08

sorriso colgate









Durante minha infância e “adolescência”, concursos de miss estavam fora de moda, mas segundo quem viveu os áureos tempos de Martha Rocha, concurso de miss era um evento: “Olha a Miss Rio Grande do Sul, que linda”, “Ah, eu prefiro a Miss Goiás”, “Mas a Minas Gerais é tão simpática”. Hoje, a única forma de distinguir quem é a representante de cada estado é pela faixa, porque a fórmula estica-e-puxa + silicone = 27 irmãs gêmeas.

Na noite do último sábado, a bancária Karina Eiko Nakahara, de 26 anos, foi eleita a Miss Centenário Brasil-Japão. Karina é neta de japoneses, natural de Mogi das Cruzes (SP), tem 1,76m, pesa 56 kg e é recém-formada em odontologia. Por mais incrível que pareça, as misses descendentes de japoneses não têm a mesma cara. Sem querer ser maldoso, mas já sendo, algumas estão ali por W.O.

Karina Eiko Nakahara ganhou um carro zero e uma viagem a Punta del Este, além de ser coroada pela Miss Brasil (e vice Miss Universo, e atual Mulher-Aranha) Natália Guimarães, que não guardou mágoa de ter perdido a coroa de mais bonita do mundo para uma japonesa bem mais ou menos.

O evento no estádio do Ibirapuera foi apresentado por Sabrina Sato e Kendi (?), além da presença da primeira-dama do Estado, Mônica Serra e do desenhista Maurício de Souza. A festa foi encerrada com o show do KLB. Dizem que o L está bem íntimo da Natália Guimarães. Se a apresentação deles teve influência da Mulher-Aranha, definitivamente ela ainda guarda mágoa de ter perdido para uma japonesa com cara de esquilo.

4.4.08

demência

Ando perplexo com a história da menina que foi jogada do sexto andar em São Paulo. Não consigo entender por que alguém faria isso. Na mesma semana, uma outra notícia também me deixou embasbacado. Nos Estados Unidos, nove crianças entre oito e dez anos se juntaram para matar a professora. O sinistro plano foi minuciosamente arquitetado, cada um tinha seu papel. Um cobriria as janelas, outro atrairia a professora, outro a prenderia com uma algema e limparia a cena do crime. O plano só foi descoberto após uma menina ver uma faca na mochila do colega e relatado à professora.

Minha mãe disse que essas coisas acontecem toda hora no Japão. Não é bem toda hora, mas é cada vez mais freqüente. Lembro do caso de um menino de 12 anos que seqüestrou um de cinco e o esfaqueou simplesmente para ver como uma pessoa morre. Se já não fosse bárbaro demais, ele ainda fincou a cabeça do menino no portão da escola. O caso foi noticiado ininterruptamente nos noticiários de lá e levantou a discussão sobre a influência da mídia sobre as crianças.

Acho que responsabilizar televisão, internet e jogos é apenas uma forma de jogar a batata quente para o colo do outro. A rápida industrialização no fim do século passado no Japão mexeu dramaticamente nas relações familiares. Com oferta de trabalho nas cidades, famílias rurais tentaram a sorte em fábricas e empresas. A rígida rotina de trabalho obrigou pais a delegarem o papel da educação à escola, e a falta de diálogo tornou as famílias meramente pessoas que dividem uma casa.

Uma amiga japonesa que passou quase um ano no Brasil disse que ficou chocada como minha irmã e eu nos damos bem. Segundo ela, é raríssimo encontrar irmãos que se falam no Japão. Ao pesquisar mais sobre o assunto, vi inúmeras notícias de dekaasseguis cometendo crimes, inclusive assassinatos brutais. Poderia me estender mais sobre o assunto, mas prefiro parar por aqui.

28.3.08

2 eventos no rio

Noite do Japão

Culinária, apresentações de Taiko, Kendo, Bon Odori e exposição de Ikebana. Tudo num único lugar.


Quando: 5 de abril – 19:00 às 24:00

Onde: Nikkey – Rua Cosme Velho, 1166. Cosme Velho

Reservas de Mesas: 25569010 / 25585991

Entrada Franca

Sugiro reservar mesa e chegar no início da noite, pois estacionar no Cosme Velho é um sufoco.


36° Undokai

A tradicional gincana para todas as idades.

Quando: 1° de maio – 09:00 às 16:00

Onde: BACS – Base Almirante Castro e Silva, Ilha do Mocanguê Grande. Niterói

A entrada da BACS fica na Ponte Rio - Niterói.

21.3.08

kasatô marú e festa de que não começou

O jornal francês Liberation.fr publicou um artigo sobre as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Os franceses se surpreenderam com o fato de um país celebrar uma imigração e indagaram por que nunca houve esse tipo de comemoração na França. Quem conta melhor é a Maria Lina, do blog Conexão Paris: “Uns indagam porque na França nunca houve comemorações deste tipo. Outros respondem que isto seria impossível visto a tensão existente entre franceses e imigrantes e entre grupos de imigrantes de origens diferentes. Uma comemoração qualquer poderia levantar uma série de manifestações contrárias à entrada e à presença de imigrantes na França, discussões políticas sem fim do tipo porque comemorar este grupo de imigrantes e não um outro”.

É importante dizer que a imigração japonesa só é celebrada porque foi de grande importância para o Brasil. Assim como os italianos e alemães, os japoneses contribuíram para o rápido desenvolvimento de diversos segmentos no século passado, principalmente no setor agrário. Por aqui, as celebrações têm sido tímidas e isoladas, organizadas apenas por grupos de descendentes. Segundo me contaram, no Japão não há qualquer lembrança sobre o Centenário, apenas uma nota da imperatriz Michiko dizendo que estará refletindo sobre a dura vida que japoneses tiveram no Brasil. That’s all, mas eu acho muito pouco. Nem vou de dizer como o Rio está comemorando, a pobreza é tanta que dá até vergonha.

28.2.08

tia pecúnia

O Banco Central e o governo japonês anunciaram o lançamento de duas moedas comemorativas ao centenário da imigração japonesa. A brasileira terá o valor de R$ 2 e tiragem inicial de 2000 moedas. Elas serão vendidas a partir de junho pelo site do BC e escritórios regionais. Cada uma custará 20 dinheiros. Numa das faces, a imagem do Kasato Maru, o navio que trouxe os primeiros imigrantes. Na outra, uma colona colhendo caquis.

Já a moeda japonesa de 500 ienes (aproximadamente R$ 8) trará a representação do monumento aos imigrantes japoneses instalado no Boqueirão, em Santos, e desenhos de ramos entrelaçados de cerejeira e café. Não foi divulgado o preço nem como será vendida. Seu lançamento está previsto para março.

A ministra (hahahaha) Martinha anunciou que irá instituir a Medalha do Mérito do Turismo do centenário. Só anunciou, nada concreto.